Petistas protestam contra aliança com PMDB no Rio
Molon encabeça manifesto em que militantes defendem candidatura própria
Um grupo de petistas liderado por Molon e composto por intelectuais, sindicalistas e profissionais liberais lançou dia 16 de dezembro, no Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (CREA-RJ), um movimento de reação contra os rumos do PT no Estado do Rio. A principal bandeira do movimento é o resgate no estado dos compromissos programáticos do PT e de seus vínculos com os movimentos sociais, que estão na origem do partido. O grupo protesta ainda contra alianças firmadas pelo PT com o PMDB do Rio em vários municípios fluminenses, como a capital, sem consulta às bases e, muitas vezes, em desacordo com o programa petista.
- Se essa aliança com o PMDB fluminense se confirmar, será a primeira vez que o PT não terá candidato próprio nas eleições do Rio. Chegou a hora de sabermos se vamos ter cara própria nas eleições ou se vamos ser subalternos ao grupo que domina o estado, pedindo votos para um projeto político conservador que nos distancia dos movimentos sociais que estão na origem de nosso partido – afirmou Molon.
O ato reuniu cerca de 300 pessoas no auditório do Crea-RJ, e contou com a presença de vários apoiadores do manifesto, como os presidentes dos sindicatos dos Professores (Sinpro-Rio), Wanderley Quêdo, dos Médicos (SinMed-RJ), Jorge Darze, e dos Engenheiros (Senge-RJ), Olímpio dos Santos, além da economista e ex-deputada Maria da Conceição Tavares.
Em discurso emocionado, Conceição pediu a realização de consulta às bases para a definição do candidato petista para 2012.
— O PT aqui do Rio tem sempre dado bode. Desde o tempo em que o partido apoiou Anthony Garotinho (em 1998, para governador). Não voto no Eduardo Paes. Não voto em candidato conservador e reacionário em hipótese alguma— discursou Conceição, sendo ovacionada pela platéia.
No manifesto “Coragem para mudar”, assinado também pelo ex-senador Saturnino Braga e por Conceição Rahba, ex-vice-prefeita de Angra dos Reis, entre outros, os petistas afirmam que não vão permitir que “transformem o PT em linha auxiliar de qualquer partido. Não aceitamos integrar governos cujo preço da participação seja a renúncia aos princípios éticos e programáticos que marcam a trajetória de nosso partido. Não toleramos o fim do debate político. Não nos resignamos a ver o PT abrir mão de ter e de lutar por um projeto seu para nossas cidades, para a capital e para o próprio estado. Um militante não pode assistir a isto tudo calado. Por isso, erguemos a nossa voz e chamamos todos à luta. Coragem para mudar!”
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Vilsonrominde