Folha Dirigida: O legado educacional da Rio+20
Cientistas, políticos, chefes de Estado e representantes de movimentos sociais serão alguns dos atores sociais que estarão reunidos no Rio de Janeiro, de 13 a 22 dejunho, durante a Rio+20, a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável. E esse ambiente efervescente deve estimular professores a desenvolverem, com o apoio das escolas, ações especiais a fim de aprimorar a formação dos estudantes. Esta é a recomendação de representantes de distintos segmentos da sociedade que, a pedido da FOLHA DIRIGIDA, indicaram alternativas para instituições de ensino trabalharem a Rio+20 nas escolas, antes, durante e depois da reunião de chefes de Estado.
“Existem muitas possibilidades de participação dos estudantes durante a Rio+20. Eles devem ir aos eventos que anteciparão a conferência, como o “Ciência, Tecnologia e Inovação para um mundo sustentável”, que acontecerá na PUC-Rio, de 11 a 15 dejunho. Os debates e as conferências abordarão temas globais, como recursos hídricos, biodiversidade, economia verde, entre outros. Na Rio+20, eles devem participar dos eventos da sociedade civil, como a Cúpula dos Povos, no Aterro do Flamengo. É importante para o jovem conhecer o pensamento, as idéias e as ações da sociedade civil. Existem preocupações planetárias e estamos implicados nestas questões. A sustentabilidade do planeta é a base fundamental para que o indivíduo possa exercer sua cidadania, com justiça social e com justiça ambiental. Desse modo, deve ser compreendida em uma visão sistêmica.”
Padre Josafá Carlos de Siqueira, reitor da Pontifícia Universidade Católica do Rio (PUC-Rio)
“A Associação Comercial tem toda a condição de criar um ambiente propício para que alunos e professores participem do encontro. Os estudantes são a origem do conhecimento e da discussão desse assunto, tão importante para a cidade do Rio de Janeiro e para o planeta. A participação dos jovens deve ser ativa, com a produção de conhecimento. A juventude pode questionar e marcar presença, organizando sua mobilização por meio das redes sociais. 0 legado deste grande encontro é no sentido de que somos obrigados a cuidar do nosso pedaço. Cada ser humano é obrigado a se responsabilizar pela sua parte. Nós não destruiremos o planeta, nós nos destruiremos, pois a vida continuará sem o ser humano. A sustentabilidade é uma das conseqüências do exercício da cidadania. Com respeito aos direitos do indivíduo e aos direitos do planeta, estaremos garantindo a sobrevida da humanidade e do cidadão brasileiro.”
Antenor Barros Leal, presidente da Associação Comercial do Rio de Janeiro (ACMRJ)
“Essa preparação da cidade, do estado do Rio e do país para sediar a Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável é fundamental para que o Brasil não apenas sedie o evento, mas de fato, abrace a Rio+20. 0 primeiro passo é preparar os alunos com debates, palestras e pesquisas nas escolas. 0 segundo movimento levar os alunos aos muitos eventos que acontecerão, como a Cúpula dos Povos, por exemplo, e acompanhar as discussões da conferência. E, em seguida, pode-se fazer trabalhos, estudos, sobre os resultados, os avanços conquistados na Rio+20. O grande legado desse evento é a educação ambiental. Preparamos uma geração que tem uma preocupação diferente com o uso sustentável do meio ambiente. A cidadania é um conjunto de direitos que nos permite participar ativamente da vida social e da tomada de decisões do nosso povo. A educação ambiental vai nos fazer, como povo, tomar decisões que garantam essa sustentabilidade.”
Alessandra Molon, deputado federal (PT/RJ) e professor de História
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FONTE: Jornal Folha Dirigida
